Wig Wamania – Whiplash [br]
8 / 10
O que pensar de um conjunto que batiza seus registros de, por exemplo, “667 - O Vizinho da Besta”? Bem sacado, não? Sem contar que fazem uso de um visual em que parecem mais uns travestis berrantes no final da carreira... Pois bem, é um pessoal que não quer ser levado a sério. E isto o Wig Wam faz bem.
Vindo da Noruega e tendo como membros Glam (voz), Teeny (guitarra), Flash (baixo) e Sporty (bateria), o Wig Wam vem fazendo com que Europa e Ásia prestem cada vez mais atenção em seus registros, principalmente depois do grande sucesso de “Hard To Be A Rock´n´Roller”, que teve uma infinidade de versões. “Wig Wamania” é seu segundo disco e se mostra mais áspero que seu antecessor, sendo nova e completamente recheado de clichês do hard rock oitentista, festeiro e comercial.
Com melodias clássicas claramente influenciadas por Kiss, Bon Jovi, Aerosmith e muitos outros, este disco consegue empolgar principalmente nas primeiras faixas. “Rock My Ride” é pesadona, otimista e traz refrãos que não poderiam deixar de serem grudentos e explosivos; a totalmente reciclada “Gonna Get You Someday” (... sei lá, o Alice Cooper gostaria de ter cantado nesta canção...) segue a mesma linha, e por aí vai.
As baladas “Slave To Your Love”, mais moderna e um dos pontos altos do disco, e “Bygone Zone” são presenças óbvias em discos de hard rock. O restante das canções não acompanha o nível destas citadas, mas também estão longe de serem descartáveis. “Wig Wamania” é um bom trabalho, destes para serem ouvidos apenas como diversão, numa roda de amigos tomando umas cervejas e falando abobrinhas.
Ao contrário do visual ridículo, o Wig Wam tenta mostrar que sua música não o é. Podem ser genéricas, mas a qualidade está presente, sem contar a produção excelente e o trabalho gráfico idem. E dá um banho naquela outra banda em que os membros também curtem se fantasiar de meninas, o Darkness...
Por Ben Ami Scopinho - whiplash.net
O que pensar de um conjunto que batiza seus registros de, por exemplo, “667 - O Vizinho da Besta”? Bem sacado, não? Sem contar que fazem uso de um visual em que parecem mais uns travestis berrantes no final da carreira... Pois bem, é um pessoal que não quer ser levado a sério. E isto o Wig Wam faz bem.
Vindo da Noruega e tendo como membros Glam (voz), Teeny (guitarra), Flash (baixo) e Sporty (bateria), o Wig Wam vem fazendo com que Europa e Ásia prestem cada vez mais atenção em seus registros, principalmente depois do grande sucesso de “Hard To Be A Rock´n´Roller”, que teve uma infinidade de versões. “Wig Wamania” é seu segundo disco e se mostra mais áspero que seu antecessor, sendo nova e completamente recheado de clichês do hard rock oitentista, festeiro e comercial.
Com melodias clássicas claramente influenciadas por Kiss, Bon Jovi, Aerosmith e muitos outros, este disco consegue empolgar principalmente nas primeiras faixas. “Rock My Ride” é pesadona, otimista e traz refrãos que não poderiam deixar de serem grudentos e explosivos; a totalmente reciclada “Gonna Get You Someday” (... sei lá, o Alice Cooper gostaria de ter cantado nesta canção...) segue a mesma linha, e por aí vai.
As baladas “Slave To Your Love”, mais moderna e um dos pontos altos do disco, e “Bygone Zone” são presenças óbvias em discos de hard rock. O restante das canções não acompanha o nível destas citadas, mas também estão longe de serem descartáveis. “Wig Wamania” é um bom trabalho, destes para serem ouvidos apenas como diversão, numa roda de amigos tomando umas cervejas e falando abobrinhas.
Ao contrário do visual ridículo, o Wig Wam tenta mostrar que sua música não o é. Podem ser genéricas, mas a qualidade está presente, sem contar a produção excelente e o trabalho gráfico idem. E dá um banho naquela outra banda em que os membros também curtem se fantasiar de meninas, o Darkness...
Por Ben Ami Scopinho - whiplash.net







